Daniel
Labs

artigos / agent-first-principle

5 min read

Agent First Principle

Uma reflexão sobre a próxima fase da IA generativa, em que agentes deixam de ser apenas ferramentas e passam a orientar a forma como pensamos software, conhecimento e iniciativas.

Estava fazendo um exercício mental esses dias, tentando antecipar o que vai acontecer com a tecnologia de IA generativa nos próximos capítulos.

Minha tese de conclusão da faculdade de Ciência da Computação foi sobre web semântica. A era de agentes inteligentes por meio de uma estrutura de internet mais preparada para computadores entenderem o mundo. E não apenas sintática, para humanos entenderem, como é hoje. E eu notei como, de certa forma, nós seguimos pelo caminho de criar sim uma estrutura semântica para os agentes autônomos entenderem, mas essa estrutura foi feita no que eu chamo de força bruta. Com bastante poder computacional, nós pegamos o vasto conteúdo digitalizado da internet, inclusive posts curados e informações diversas que estão disponíveis nela de forma massiva, e com a tecnologia das LLMs conseguimos uma fonte de verdade para os agentes navegarem. Então os antigos conceitos de que os agentes utilizariam ontologias e tecnologias de representações semânticas, como RDF e OWL, não foram utilizados, nessa primeira fase pública, da forma que foi pensada lá atrás por Tim Berners-Lee, o criador dos conceitos da WWW.

Porém agora estamos numa nova fase. A fase "agêntica" de fato, e acredito que faz sentido retomarmos essas tecnologias em nossas soluções locais, como um RAG para as LLMs.

Durante minha experiência na área de TI, eu muitas vezes integrei princípios como Mobile First, API First, Serverless First. Todos eles funcionavam como um balizador para o projeto já nascer com um caminho claro de prioridade. E agora eu estou pensando em Agent First Development.

No meu workflow atual de trabalho, agent first, eu tenho o "root agent". É como um agente mestre que mantém os guidelines imutáveis de todos os outros agentes. Eu comecei a parar de pensar em software como SaaS. E imagino que o software vai ficar tão fácil de criar que cada vez mais as pessoas vão criá-los sob demanda.

Eu já estou fazendo isso. Por exemplo, para investimentos financeiros. Ao invés de contratar um SaaS de gestão de portfólio de investimentos, eu criei o meu. De forma customizada para minhas necessidades. E imagine isso em um par de smart glasses, onde você fala o que precisa e o software é criado na home do seu device em tempo real.

Pensando agora no meu workflow de trabalho atual, eu não tenho mais projetos SaaS. Eu tenho o que chamei de iniciativas. E cada iniciativa é guardada por um agente principal, que pode vir a instanciar mais agentes para a conclusão de tarefas. E como esse agente nasceu para o propósito da iniciativa, ele aprende cada vez mais sobre aquele domínio e área de conhecimento e fica especialista naquela iniciativa, aprendendo cada vez mais pela "experiência". Isso tudo guardado por boas metodologias e práticas que nós humanos utilizávamos em nossos processos, mas agora delegando para os agentes seguirem essas práticas e processos.

AIAgentsSemantic WebSoftware
← Voltar aos artigos